Quanto custa o poste no Brasil: DF está entre os mais caros do país

Levantamento da ASPRO com 22 distribuidoras mostra que o ponto de fixação cobrado pela Neoenergia Brasília (R$ 14,39) está entre os mais caros do Brasil — cerca de 46% acima da média nacional e mais de quatro vezes o menor preço praticado no país.

Publicado em 10/07/2026 3 min de leitura

O ponto de fixação — o preço que o provedor de internet paga à distribuidora de energia para prender seus cabos de fibra óptica em cada poste — é um dos maiores custos de infraestrutura de um ISP. E esse custo varia enormemente pelo Brasil. Um levantamento da ASPRO com 22 distribuidoras mostra que o provedor do Distrito Federal paga um dos preços mais altos do país.

O comparativo

Segundo levantamento próprio da ASPRO, o preço por ponto de fixação praticado pelas distribuidoras varia de R$ 3,19 a R$ 14,39. A Neoenergia Brasília, que atende o Distrito Federal, aparece no topo da lista, entre as mais caras do Brasil:

| # | Distribuidora | UF | Preço por ponto | |---|---|---|---| | 1 | Neoenergia Brasília | DF | R$ 14,39 | | 2 | EDP SP | SP | R$ 14,34 | | 3 | Enel (CE / RJ / SP) | CE/RJ/SP | R$ 13,95 | | 4 | CPFL | SP | R$ 11,56 | | 5 | Neoenergia Pernambuco | PE | R$ 11,52 | | 6 | CEMIG | MG | R$ 11,06 | | 7 | Light | RJ | R$ 10,85 | | 8 | CEEE | RS | R$ 10,47 | | 9 | Equatorial Maranhão (Cemar) | MA | R$ 10,27 | | 10 | Equatorial Pará (Celpa) | PA | R$ 10,25 | | 11 | COSERN | RN | R$ 9,35 | | 12 | Equatorial Piauí (Cepisa) | PI | R$ 9,30 | | 13 | Elektro | SP | R$ 9,01 | | 14 | Equatorial Goiás | GO | R$ 7,66 | | 15 | COELBA | BA | R$ 6,89 | | 16 | EDP ES | ES | R$ 6,85 | | 17 | COPEL | PR | R$ 6,41 | | 18 | Equatorial Alagoas | AL | R$ 6,28 | | 19 | CELESC | SC | R$ 4,64 | | 20 | Amazonas Energia | AM | R$ 3,19 |

*A Energisa (AC, MG, MS, MT, PB, SE, TO, SP) pratica preço progressivo por volume, de R$ 11,75 (até 199 pontos) a R$ 6,98 (acima de 10 mil pontos). Levantamento ASPRO, 2026.*

Os números que importam

Três comparações resumem o problema enfrentado pelo provedor do DF:

  • O ponto de fixação no Distrito Federal (R$ 14,39) é cerca de 46% mais caro que a média nacional de R$ 9,82 apurada no levantamento.
  • É mais de 4 vezes o menor preço do país — a Amazonas Energia cobra R$ 3,19 pelo mesmo serviço.
  • Está no grupo das distribuidoras mais caras do Brasil, ao lado de EDP SP e Enel.

Por que isso pesa no bolso do consumidor

Cada provedor usa milhares de pontos de fixação para levar fibra às casas. Quando o preço do poste é o dobro ou o triplo do praticado em outros estados, esse custo se reflete na conta de quem menos pode pagar: o consumidor do interior e das regiões administrativas do DF. Preço de poste alto trava a expansão da rede, reduz a competitividade dos provedores regionais frente às grandes operadoras e encarece o acesso à internet.

A posição da ASPRO

Para a ASPRO, não há justificativa técnica para que o Distrito Federal conviva com um dos preços de ponto de fixação mais altos do Brasil. A associação defende a revisão do valor a patamares compatíveis com a prática nacional e atua institucional e juridicamente em defesa dos provedores do DF nessa frente — uma de suas bandeiras permanentes.

O compartilhamento de infraestrutura entre os setores de energia e telecomunicações é regulado por Anatel e ANEEL, e a ASPRO acompanha de perto as discussões sobre o tema, levando a realidade do provedor regional às instâncias competentes.

*Levantamento próprio da ASPRO com 22 distribuidoras (2026). Os valores podem variar conforme reajustes e condições contratuais de cada distribuidora.*

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